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A prova Revalida é o nome do exame avaliativo de estudantes - brasileiros ou estrangeiros - que se graduaram em medicina em outros países, mas querem exercer a profissão no Brasil. A avaliação existe desde 2011 e é gerenciada pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), que regulariza e valida o diploma dos estudantes que realizaram o curso fora do território nacional.


Quer saber como o exame funciona? Acompanhe os tópicos do texto a seguir:

  • O que é a prova Revalida?

  • Por que o Revalida existe?

  • Como funciona a revalidação do diploma?



Não é de hoje que muitos brasileiros vão estudar medicina em outros países, como Bolívia, Paraguai, Argentina, entre outros. Isso acontece porque muitas dessas regiões oferecem opções mais acessíveis financeiramente para os estudantes. 


Para muitos brasileiros, essa realidade é a única alternativa para realizar o sonho de cursar medicina. No entanto, ele vem acompanhado da insegurança de retornar ao país de origem e não poder exercer a profissão tão sonhada. É por isso que conhecer a prova Revalida é de extrema importância para regularizar o diploma dos recém-graduados.


Se esse é o seu caso, continue acompanhando o conteúdo e se prepare para o exame de revalidação do diploma médico!


O que é a prova Revalida?

Revalida é o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras. Ele é obrigatório para todos os formados em Medicina em instituições de outro país que desejam atuar no Brasil. Isso quer dizer que a prova não é apenas para brasileiros. Estrangeiros que desejam exercer a profissão em nosso país também precisam realizar a prova.


No entanto, é importante lembrar que, embora a prova não exija proficiência no idioma, é totalmente realizada em português.


O exame é padronizado, portanto, pode ser realizado da mesma forma em diferentes estados do Brasil. A prova é aplicada pelo INEP com o apoio do Ministério da Educação (MEC).

 


Por que o Revalida existe?

Como já explicamos anteriormente, a prova Revalida existe para verificar se o médico formado no exterior recebeu qualificações equivalentes às necessárias para praticar medicina no Brasil e, assim, comprovar sua capacidade de cumprir a profissão de acordo com a legislação. 


Embora a primeira aplicação da prova tenha acontecido em 2010 como um projeto piloto, a necessidade de validação começou em 1999. Até então, desde a década de 70, quem se formava em países latinos e caribenhos tinham o diploma reconhecido automaticamente pelo Brasil.

Histórico do revalida

A partir dos anos 2000, a validação passou a ser executada pelas universidades públicas de forma isolada e não padronizada, ou seja, cada instituição adotava os critérios que julgava importantes, podendo incluir provas, análise de documentação e até mesmo a necessidade do profissional cursar alguma disciplina extra para estar apto à revalidação.


No entanto, surgiu a necessidade de se padronizar esse processo. Em 19 de fevereiro de 2009, a Portaria Interministerial (Ministério da Educação e Ministério da Saúde) nº 383, constitui uma subcomissão de revalidação de diplomas para aprimorar o processo de revalidação de diplomas expedidos por instituições de ensino estrangeiras, especificamente do curso de medicina. 


No ano seguinte, em 2010, o INEP, responsável por implementar o exame, aplicou sua versão teste. No entanto, o projeto ainda não excluía o procedimento ordinário de revalidação de diplomas realizado pelas universidades públicas, mas foi um marco inicial para a criação de um processo que visa mais isonomia de acesso e de critérios de análise.


A execução do projeto piloto foi reconhecida como um avanço e destacou-se por atender à demanda de revalidação de diplomas obtidos no exterior e de estrangeiros com intenção de exercer a profissão no Brasil.


Desse modo, a partir de 2014 a maioria das universidades já estavam aderidas ao programa, restando apenas quatro instituições que ainda aplicam processos isolados. São elas: as federais do Mato Grosso (UFMT) e Minas Gerais (UFMG) e as universidades estaduais do Rio de Janeiro (UERJ), de Campinas (Unicamp) e de São Paulo (USP).

Como funciona a revalidação do diploma?

A revalidação do diploma médico pode ser feita através de dois trâmites. O normal e o simplificado.

A tramitação simplificada pode ser feita pelo portal Carolina Bori que recebe a documentação digital e encaminha às instituições cadastradas. Normalmente com vagas reduzidas, é um processo que acaba necessitando de ação judicial.

Já a tramitação normal é feita pelos processos de revalidação individuais das instituições públicas ou pelo processo unificado, Revalida, organizado pelo Ministério da Educação e aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP 


A prova Revalida é composta por duas etapas, uma teórica e outra prática, para que seja possível avaliar todas as competências dos recém-formados e validar se eles estão aptos a exercer a profissão no Brasil. 


Isso é necessário, pois é preciso garantir que há correspondência entre o que foi aprendido no exterior e as exigências da profissão em nosso país. Além disso, a prova avalia se o estudante está preparado para atender às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

1ª fase: prova teórica

A primeira fase do exame é teórica e é dividida entre prova objetiva (P1) e prova discursiva (P2). A  P1 é composta por 100 questões de múltipla escolha, e vale 1 ponto cada questão. Enquanto isso, a P2 contém 5 questões discursivas e valem 10 pontos cada.


As duas etapas da primeira fase são eliminatórias e são aplicadas no mesmo dia. A P1 tem duração de 5 horas no período da manhã e a P2 é aplicada à tarde, com duração de 4 horas.


Para aprovação na primeira fase faz-se a somatória dos pontos alcançados na P1 e na P2.

Somente com esta aprovação é permitida a inscrição para a segunda fase.


2ª fase: prova de habilidades

Aqueles candidatos que conseguirem atingir a nota de corte estabelecida pelo INEP para aquela edição, passam para a prova de habilidades clínicas. A segunda fase consiste em conjunto de 10 estações de situações problemas elaboradas pela banca examinadora com objetivo de avaliar o raciocínio clínico. 


Por ser mais complexa, a segunda fase é dividida em duas partes: 5 estações no primeiro dia e outras 5 no segundo. Cada estação da prova vale de 0 a 10 pontos, tendo, ao final, a nota máxima de 100 pontos.



As duas fases são eliminatórias, portanto o profissional deve estar preparado! Quer saber como se preparar para a prova revalida? Confira outros conteúdos que preparamos para você


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